“Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar,
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.”
Fernando Pessoa. (via oxigenio-dapalavra)

(via oxigenio-dapalavra)

“Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz.”
Caio Fernando Abreu.
(via apagou)

(via apagou)

“Não importa o tanto de risada, o peito não desaperta nunca.”
Motivando  (via obstinto)

(via odisseia-literaria)

“Sinto o tempo com uma dor enorme.”
— Livro do desassossego, Bernardo Soares. (via oxigenio-dapalavra)

(via oxigenio-dapalavra)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
— Oscar Wilde. (via aprendizdepoeta)

(via aprendizdepoeta)

“E todo o mal que já fiz, infelizmente não era para ninguém além de mim.”
— Ed Sheeran. (via aprendizdepoeta)

(via aprendizdepoeta)

beco-diagonal:
“ 🌼
”

E mais uma vez, hoje alguém me fez odiar os casais, achar corações o retrato da desilusão, querer ver filmes sobre tudo menos sobre relacionamentos. O que doí mais, não são as lágrimas que estão prestes a escorrer pelas minhas bochechas ou o fato de ser a quinta vez em menos de dois ano que me sinto esse lixo de pessoa, machuca saber que logo eu vou me recuperar, para simplesmente chegar outra pessoa que deixe meu sorriso sair de maneira fácil, que me faça gargalhar constantemente e que com falsas promessas e palavras vazias vai me deixar assim outra vez.

Poucos entendem o efeito do “sentir demais”, muitos entendem como “se apegar fácil”, pode até ser essa a definição correta. Mas pra mim não é bem assim, eu me vejo como um ser humano que simplesmente transborda sentimento. Eu gosto da intensidade das coisas, não se confunda, isso não significa que eu vou conhecer alguém hoje e vou querer namorar amanhã, para depois casar na semana que vem. Não, não é nada disso. Eu gosto de conhecer as pessoas, mergulhar nelas e entender a complexidade
e especificidade de cada uma. Contudo, ultimamente o que encontro são pessoas rasas, com medo do simples conhecer. Pessoas que se esquivam entre desculpas esfarrapadas, às vezes elas até tentam criar algumas gotas de coragem e marcar algo, até aparecem, mas logo desaparecem.

Acovardados pelo medo de gostar, encolhidos com a vontade no peito e conformados com a decisão de fugir. Vivemos entre fugitivos, que preferem viver o pouco, ao invés de tentar aproveitar o máximo. Me desculpem se eu gosto do mais difícil, eu peço desculpas a mim mesma por me provocar tantas feridas, quase que constantemente. Por alguns momentos até penso em me tornar uma fugitiva também, mas… não é pra mim. Eu encaro, eu me machuco, eu me prontifico e vivo. Eu odeio os “e se…”, não tem isso comigo, se for pra ser será e ponto. No fim das contas, vou continuar me jogando e mergulhando, a vida só se vive uma vez, quero conhecer tudo o que estiver
ao meu alcance. Eu não fujo. Corro de peito aberto para o abraço que a vida pode me oferecer. Afinal, sempre tem a possibilidade de dar certo pelo menos um pouquinho, é essa a perspectiva que me encanta e segue me motivando.

“As pessoas se afastam por coisas estúpidas.”
O Sangue do Olimpo.

(via nobroke)

(via nobroke)